
Quando entrei para a Quero Delivery em 2022, a empresa contava com um produto estável e em forte crescimento. Com o tempo, este produto passou a se tornar cada vez mais complexo e robusto, integrando um ecossistema de outros produtos, cada um com suas complexidades e particularidades. Mas todos dividindo muitas similaridades e a mesma essência e o jeitinho Quero Delivery.
Com tantos lançamentos de features e novas iniciativas e um time de design ainda em estágios iniciais de maturidade, recebi o desafio de integrar tudo isso em uma identidade só, mas que pudesse fluturar entre novas oportunidades, temas e novos produtos paralelos da empresa.
Foi ai que surgiu o Uni(DS), nosso DS Multimarca. Adaptável para novas marcas e consistente para o ecossistema raíz da empresa.
Iniciei o processo de construção mapeando todos os produtos principais da empresa e suas ramificações, quais outros produtos estavam surgindo e quais poderiam ser futuramente sustentados pelo design system?
Todo o processo de planejamento foi dividido em estapas, para contornar problemas de priorização das tarefas relacionadas ao DS. Nosso modelo de trabalho foi e é até hoje híbrido, equilibrando demandas das squads com o nascimento e evolução do DS.
Uma etapa fundamental, foi a definição da hierarquia de tokens. Inicialmente, visávamos uma estrutura simples de tokens, mas ao iniciar a implementação, tivemos que pivotar e pensar em estratégias de longo prazo que sustentassem mudanças e temas e o principal, múltiplos produtos.
Hierarquia de tokens
Dividimos os tokens do DS em Tokens Primitivos e Tokens de Marca, seguindo uma cascata de tokenização. A princípio, está funcionando, mas já percebemos que ainda precisaremos trazer mais robustez. Mas o pulo do gato está nos tokens de marca e nos “schemes” que montamos para adaptar as variáveis para cada marca.
Iniciamos a montagem dos schemes a partir das cores, com as seguintes paletas:
- Paleta primitiva: onde contém todas as cores globais. Valores primitivos que não são usados diretamente no código. É necessário fazer tokenização para usar as cores.
- Schemes
- Base
- CTA
- Action
- Warning
- Success
- Info
- Danger
- Text

Ainda dentro de cada Scheme, temos algumas categorias de variáveis que são padronizadas para suprir a demanda de todas as marcas, mudando somente o tema.
No final de tudo, priorizamos:
- Ter cores 100% acessíveis
- Ter um DS 100% padronizado independente do tema e da marca, todos os produtos usam os schemes, mas cada scheme segue um brand kit com variáveis primitivas sendo referenciadas dentro dos schemes.
- Possibilitar usar cores com propósito: para garantir consistência e escalabilidade de tantos produtos, cada cor tem sua semântica e seu propósito bem definido.
Próximos passos:
- Definição de Tokens de componentes, parte fundamental para adapatar a particularidades de cada marca que usa o DS;
- Expansão para novos produtos
- Aumentar percentual de adoção dos produtos do ecossistema raíz.
- Metrificar todos os componentes para melhorar as estratégias do time de Growth que eu também faço parte.
Nosso problema principal estava voltado para o design fragmentado e falta de consistência, que as poucos estamos resolvendo. Mas desejamos ampliar o Design System para apoiar também as estratégias de Growth que precisam de um Time to market acelerado. As métricas que estamos acompanhando no momento são taxa de Adoção e Lead Time de tech. Mas futuramente desejamos adicionar métricas para mapear de fato como o DS se comporta a nível de conversão. Ansiosa por este desafio!


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